Última atualização em Ter, 12 de Julho de 2011 09:53 Sex, 08 de Julho de 2011 13:59

O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e gerente do projeto Etanol Verde, Ricardo Viegas, acompanhado de equipe técnica, realizou auditoria na Della Coletta Bioenergia (DC-Bio).
O trabalho foi colocado em prática na última quarta-feira, dia 6 de julho. Um relatório será elaborado e apresentado à empresa em breve.
Ele afirma que foram avaliadas as dez diretivas previstas no Protocolo Sócio Agro Ambiental. As principais, segundo Viegas, são a redução da queima da cana-de-açúcar, proteção das matas ciliares, conservação do solo, diminuição do consumo de água e cogeração de energia.
Viegas diz que hoje, no Estado de São Paulo, há 173 unidades signatárias ao Protocolo. O percentual representa 94% da produção.
“Nesta visita pudemos observar que a Usina demonstra compromisso em atender a metas ambientais. Hoje a colheita é mecanizada em 72% da área, sendo que a meta era de 70%”, destaca. Até 2014 a colheita deve ser 100% mecanizada.
O diretor da pasta ressalta que a DC-Bio respeita as Áreas de Proteção Permanente (APP) e os limites de consumo de água. Acrescenta também que há uma boa integração e compromisso com os fornecedores do produto. “O setor sucro-energético, de uma forma geral, é um bom parceiro ambiental”, afirma.
“Essa verificação in loco que estamos realizando hoje na Della Coletta vai acontecer também nas demais unidades. Esse trabalho faz parte do processo de avaliação de todo o trabalho para renovação do certificado em 2012”, completa Viegas.
Protocolo
A assessoria de imprensa da DC Bio afirma que este é o terceiro ano de atuação do Protocolo no Estado e a iniciativa se desenvolveu a partir de um entendimento entre governo, usinas e fornecedores de cana-de-açúcar sobre a necessidade de organizar a atividade agrícola e industrial de modo a promover a adequação ambiental e minimizar, consequentemente, os impactos sobre o meio ambiente e a sociedade.
Após a implantação do Protocolo, ainda segundo a assessoria, houve um aumento na área colhida de aproximadamente 826 mil hectares, com crescimento na colheita crua de 2,1 milhões de hectares e uma redução na colheita com queima de 331 mil hectares.
Desde o início do Protocolo deixou-se de queimar uma área acumulada de 2,6 milhões de hectares, evitando a emissão de 97 milhões de toneladas de poluentes (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e material particulado) e de 1,6 milhões de toneladas de CO2eq.
Fonte: Jornal Candeia - Juliana Campos