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Para driblar falta de mão de obra, empresas investem em capacitação

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Encontrar mão de obra especializada ou mesmo para assumir as mais simples funções tem sido tarefa complicada para as empresas de Bariri. Não só as grandes empregadoras como Frisokar, Della Coletta Bioenergia (DC Bio), Globoaves, mas também as menores e ainda o comércio em geral buscam oferecer ao trabalhador a capacitação necessária para que ele possa assumir determinada vaga.
De acordo com José Domingos Della Coletta, diretor de Recursos Humanos da DC Bio, a empresa tem criado programas de qualificação e investido em treinamentos para garantir que o colaborador possa atender as necessidades da empresa. “Quando a pessoa é contratada ela passa por um treinamento para assumir a função e em seguida novas oportunidades de qualificação e de crescimento dentro da empresa são oferecidas para cada um”, explica José Domingos.
Marcelo Batista Pereira, proprietário da Ultralight, explica que conseguiu diminuir a rotatividade de funcionários na empresa adotando medidas que ofereçam bem estar ao trabalhador. Por ser uma empresa com um número menor de contratados, o ambiente de trabalho, e uma gama de benefícios, tem ajudado a reter o trabalhador na empresa.
“Entre tantos benefícios temos o salário acima do piso da categoria, plano de saúde, academia de ginástica na empresa à disposição de funcionários e familiares, com professor de educação física, e temos até sessões de massagens relaxantes”, conta.
Outro ponto é qualificar o funcionário com cursos de pós-graduação e MBA na sua área de atuação. “Nossa meta é chegar em 2014 com todos os nossos colaboradores estudando, formados ou especializados na sua área”, afirma. A Ultralight também terceirizou a seleção de pessoas. “Nossa rotatividade é mínima, sempre que temos uma vaga é mesmo para expansão”, completa.
Daiane Sousa, gerente de Recursos Humanos (RH) na Globoaves, explica que a empresa busca suprir as necessidades de mão de obra tanto qualificada quanto da mais simples em cidades vizinhas. “Não deixamos que a falta de mão de obra especializada seja um empecilho para a expansão e desenvolvimento da empresa. Buscamos padrões de desenvolvimento contínuo e excelência nos trabalhos prestados. Para isso fazemos um trabalho diário de recrutamento e seleção não só em nossa cidade, mas em toda região”, afirma.
Treinar e qualificar os trabalhadores da empresa também tem sido uma saída para o problema. Mas, de acordo com a representante do RH da empresa, a falta qualificação específica no ramo de avicultura e formação para vagas determinadas, além da baixa produtividade e eficiência reduzida, é o que tem impedido a empresa de contratar mais pessoas de Bariri. “Além desses, a falta de comprometimento com a empresa pesa bastante”, completa.

Apagão

A Frisokar acredita num “apagão profissional” tanto para as áreas específicas quanto para a chamada linha de produção. De acordo com Andreza Pinheiro Favaro de Carvalho, integrante da equipe gestora de Recursos Humanos, a empresa tem buscado parceria com escolas técnicas, universidades e entidades que procuram encaminhar pessoas em busca de um emprego. “Além disso, a empresa está trazendo profissionais de diversas regiões do país, para que possam atender à demanda existente na empresa”, afirma.
Para quem busca uma colocação na empresa a gestora recomenda a realização de curso técnico, muitos deles oferecidos na cidade e gratuitamente. “Os cursos técnicos concretizam oportunidade de carreira promissora, com salários muitas vezes superiores comparados ao nível superior”, lembra.

Comércio sofre quando busca profissional especializado

De acordo com a psicóloga Fabiana Martins de Cairee, que atua no setor de seleção da Associação Comercial e Industrial de Bariri (Acib), o comércio de Bariri não enfrenta grandes dificuldades para encontrar candidatos para as vagas de emprego.
O problema está quando a vaga exige qualificação superior. “Quando temos a necessidade de um profissional com formação específica a dificuldade é maior”, afirma.
Outra dificuldade para o comércio é encontrar vendedores do sexo masculino e com mais experiência profissional. “Temos jovens dispostos a preencher a vaga, mas quando se necessita de alguém com idade superior a 30 anos, por exemplo, a dificuldade aumenta muito”, completa.

Fonte: Jornal Candeia - Wagner Carvalho

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