A Polícia Federal (PF) de Bauru deflagrou na última quinta-feira, dia 7 de julho, na região e na capital
paulista a Operação Confraria, que investiga a prática de fraudes contra consumidores, credores, funcionários e Receita Federal. Em cumprimento a dois mandados de prisão temporária, os policiais prenderam os empresários Humberto Carlos Chaim e Nelson José Comegnio. Também foram apreendidas outras 12 pessoas, que foram liberadas após prestar depoimento.
O delegado-chefe da Polícia Federal em Bauru, Carlos Alberto Fazzio Costa, diz que a operação começou no início da manhã e que a maioria dos investigados foi apreendida em residências. A PF cumpriu mandados em Bariri, Jaú, Bauru e São Paulo.
O inquérito está a cargo do delegado Murilo Almeida Gutierrez. A previsão é de que o documento seja concluído no início da próxima semana. Depois, será remetido à 1ª Vara Federal em Bauru. Das 14 pessoas ouvidas, dez poderão ser indiciadas por crimes como formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, falsificação de documento particular e frustração de direito assegurado em lei trabalhista. Também podem responder por crimes de sonegação fiscal.
De acordo com a PF, a investigação durou em torno de dez meses. Diligências autorizadas pela Justiça Federal teriam constatado que o grupo supostamente participava de esquema fraudulento promovido pelos empresários. Os dois são proprietários da BRU Eventos Ltda., cujo nome fantasia é Dolce Eventos. A criação dessa empresa teria sido constituída em substituição a outra firma (Cervejaria dos Monges) de modo fraudulento, por meio de laranjas – pessoas que figuravam indevidamente como sócias.
Comegnio foi preso em São Paulo. Chaim foi detido em sua residência em Bauru e está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da mesma cidade. A prisão temporária foi decretada para que não atrapalhassem as investigações.
Chaim é baririense e lidera grupo econômico que integra empresas como a Cidacar (Bariri, Itápolis e Ibitinga), Sajac (Jaú), Dolce Eventos e concessionária Toyota em Bauru.
O advogado do empresário, Ailton Gimenez, diz que estuda a situação para definir que providência será tomada. Em sua opinião, as denúncias são genéricas e não há nada de concreto contra Chaim. Conforme o advogado, a operação trata apenas de averiguação da Polícia Federal. O Comércio não localizou o advogado de Comegnio.
Fonte: Jornal Comércio do Jahu, reportagem de Alcir Zago