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Jornal Candeia

Ana Parreira lança obra literária em Bariri

“O livro fala de amor, é para o público em geral, mas estou feliz pois acaba servindo para divulgar a questão dos Aspies”
Ana Parreira

 

A escritora Ana Parreira irá lançar em Bariri o livro “Tango para os lobos - Cantos proibidos de uma Aspie”. O evento, aberto ao público, será realizado no dia 4 de novembro, às 19 horas, no Espaço Cultural João Baptista de Mello. “Todos estão convidados a participar, inclusive amigos e interessados das cidades vizinhas que quiserem dar um passeio até Bariri. Será um encontro divertido e agradável, uma pequena festa, com o apoio do Departamento de Cultura da Prefeitura de Bariri, organizada pelo chefe do setor Renato Dias dos Passos”, explica Ana. Ela descreve que o livro fala de amor, é para o público em geral, mas está feliz “pois indiretamente acaba servindo para divulgar a questão dos Aspies e, por consequência, dar visibilidade ao autismo”. A escritora destaca uma participação especial no livro, a do biólogo e cientista Alysson Muotri, PhD, brasileiro que pesquisa a reversão do autismo em San Diego (Califórnia) e que fez a quarta capa do livro. A obra é da Editora Russell, em parceria com a autora. Além de detalhes sobre a obra literária, ela também fala na entrevista sobre as dificuldades enfrentadas pelos pacientes em condição de Asperger e revela passagens interessantes, como a vivida em 1981, quando escreveu um poema a Drummond. Ana é publicitária, trabalhou com Mauro Salles e também na Norton Publicidade, que na época eram agências de porte. “Foi na minha mesa que nasceu o Código de Auto-regulamentação de Publicidade, o Conar”, diz. Como psicóloga, trabalhou na Delegacia da Mulher em Campinas, na CPFL e na Prefeitura, em um centro de apoio a mulheres vítimas de violência. Também ministra cursos e palestras em escolas, empresas e grupos, sobre assédio moral no trabalho. Por um tempo, embora não seja advogada, participou da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Campinas. “É uma pena que eu nunca pude trazer o que fazia para minha terra, o que estou fazendo agora, com muita alegria e vontade, graças ao apoio de três famílias tradicionais em Bariri, os Zeni, os Mattiuzo e os Fortunato, todos juntos, a quem muito agradeço. E a todos os amigos que apoiaram, os quais se reúnem no Facebook nos grupos de Bariri”, comemora. Para adquirir o livro, é necessário escrever para o e-mail   O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Por enquanto, o livro não estará em livrarias, mas já tem lista de reservas.

 

 

Jornal Candeia - Quando surgiu a ideia de trabalhar com o tema?

Ana Parreira - Na verdade, eu não escrevi o livro pensando em trabalhar com nenhum tema específico. Simplesmente este livro surgiu a partir de uma história pessoal que vivi, e então prometi escrever um livro a um homem raro, a quem no livro chamo de Thomaz. Mesmo assim, há vários temas no livro, e não apenas um. Em princípio, o livro traz: Uma declaração de amor; Do amor de uma mulher na idade madura; Do amor de uma mulher em relação às suas origens, tanto de nascimento como muitos anos antes, na condição judaica (meus antepassados por parte de mãe) e convertida à geração de cristãos novos. Sobre isso tenho pesquisas feitas por um tio-avô, Alceu Martins Parreira, que vivia “cavocando” as origens; Do amor de uma mulher madura que descobriu estar na condição de Asperger e, além disso, é uma expressão da liberdade de uma mulher na América Latina, onde as mulheres são levadas a não expressarem seus sentimentos.

 

 

Jornal Candeia - Então você trabalha com experiências pessoais, como faz isto?

Ana Parreira - “Tango para os lobos - Cantos proibidos de uma Aspie” acabou sendo um canto de libertação, em forma de prosa, crônicas e poemas.  São experiências pessoais muito intensas, verdadeiras e lindas. Que geralmente as mulheres têm medo de dizer. O livro também acabou sendo uma espécie de “inventário”, onde vou contando a Thomaz um pouco de como eu sou. Para ver até que distância um sentimento de amor pode nos levar.

 

 

Jornal Candeia - Conte também um pouco de sua história e o vínculo com Bariri.

Ana Parreira - Eu nasci em Bariri e vivi na cidade até quase a idade adulta. Depois fui para São Paulo e de lá para Campinas, onde ainda vivo.

 

 

Jornal Candeia - Este é o seu primeiro livro literário publicado? Conte a sua trajetória como escritora.

Ana Parreira - Sim, é o primeiro em literatura. Eu não “virei escritora” da noite para o dia. Escrevo desde meninota e comecei a escrever pra valer entre dezoito e vinte anos. Em 1981, escrevi um poema ao Drummond e mandei, foi quando ele também me escreveu. Tenho onze livros que nunca publiquei, todos em literatura. Tenho três livros publicados, mais uma inserção em coletânea nacional junto a outros autores. Também tenho poemas em inglês que, por duas vezes, ganharam prêmio no Poetry Contest, nos Estados Unidos, e foram publicados em coletânea, junto com novos autores de vários países. Eu levei tanto susto com esse prêmio, que das duas vezes eu não quis receber os livros. Também teria que pagar uma taxa para recebê-los e eu não tinha recursos nem para isso. Só vi as duas coletâneas por fotos, por email, mas nunca as tive nas mãos. Enfim, foram publicados: “Visualize a Sua Cura” pela Cultrix-Pensamento, livro que foi adotado por médicos da Santa Casa, em SP, que utilizam os exercícios de visualização antes de cirurgias, por exemplo. Mas é um livro para leigos também. Com ele eu fiz a Bienal do Livro por duas vezes. Esgotado, mas pode ser encontrado nos sebos; Pela Confeitaria das Letras e Edições Loyola, (não é Companhia das Letras), tenho o 1001 Dicas Para Evitar o Stress” e “Assédio Moral - Um Manual de Sobrevivência”, pela editora Russell. Lançado no VII Congresso de Direito do Trabalho do TRT-15, recebeu menção por parte da ministra Maria Cristina Hirigoyen Peduzzi, que estava no evento, leu e aprovou.

 

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA NO JORNAL CANDEIA (Impresso)

 

 

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